O lugar em que vivemos pode ser descrito de várias formas: é um município, é parte do estado de Rondônia, estrutura-se com uma área urbana e outra rural, desenvolveu-se a partir das migrações dos anos 1970, tem um nome, pode ser representado por símbolos...
Procuremos entender cada uma destas dimensões do local em que vivemos. Podemos dizer que o lugar onde vivemos e estudamos é um bairro do município de Rolim de Moura. Portanto este é um espaço urbano. Mas nem sempre foi assim...
No começo, isto que chamamos de Rolim de Moura era uma floresta. Sem índios, mas floresta. Havia indígenas, mas só nas redondezas, onde hoje são os municípios vizinhos.
E como era a floresta? Uma mistura de grandes árvores amazônicas e pequenas manchas de cerrado. Ainda hoje, em algumas localidades do espaço rural, são encontrados vestígios dessa vegetação: castanheira, jatobá, garapeira, ipê são alguns exemplos de grandes árvores que ainda existem. Além disso, em vários lugares, ainda podemos ver os troncos retorcidos da vegetação de cerrado, que havia na região do nosso município.
Tudo começou mudar na década de 1970. Começaram a chegar os migrantes: gente de todo canto do Brasil chegou para desmatar, plantar e colher; a floresta foi caindo, os bichos foram fugindo e a cidade aparecendo. É claro que em outras regiões do estado o processo de colonização foi diferente: em algumas começou antes e noutras isso se deu depois...
No caso de Rolim de Moura esse processo foi feito, principalmente por gente que veio do sul-sudeste. Muitos agricultores, sem terra no Paraná, acreditaram na propaganda da terra farta, fértil e facilmente acessível no coração de Rondônia. Um dos órgãos que faziam propaganda para atrair mais gente era o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). O fato é que o governo militar inventou Rondônia e o INCRA divulgou a notícia.
O INCRA distribuiu as terras e as pessoas vieram com suas foices e machados; com motosserras e serrarias. Cortando, derrubando e construindo... foi assim que em pouco tempo a paisagem estava mudada. A floresta transformada em vila, com muita gente e mais gente chegando. E a vila virou cidade
Mas as coisas não eram fáceis, naqueles primeiros tempos. Sem estradas, sem recursos, sem dinheiro. Mesmo assim a cidade se fez, graças aos braços fortes e esperançosos dos migrantes que acreditaram numa promessa. A partir de 1975, quando foi criada a Extensão Rolim de Moura, do PIC-GY-Paraná, muita coisa se fez e os migrantes foram muito além da promessa. Tanto que em 1983 o que antes fora a vila de Rolim de Moura virou município que vem se desenvolvendo dia-a-dia.
Hoje pouco sabemos sobre quem foram os pioneiros, mas o que sabemos é que foram muitos. São os anônimos construtores da nossa história, os colonos, que em poucos anos construíram Rolim de Moura, no coração de Rondônia.
Procuremos entender cada uma destas dimensões do local em que vivemos. Podemos dizer que o lugar onde vivemos e estudamos é um bairro do município de Rolim de Moura. Portanto este é um espaço urbano. Mas nem sempre foi assim...
No começo, isto que chamamos de Rolim de Moura era uma floresta. Sem índios, mas floresta. Havia indígenas, mas só nas redondezas, onde hoje são os municípios vizinhos.
E como era a floresta? Uma mistura de grandes árvores amazônicas e pequenas manchas de cerrado. Ainda hoje, em algumas localidades do espaço rural, são encontrados vestígios dessa vegetação: castanheira, jatobá, garapeira, ipê são alguns exemplos de grandes árvores que ainda existem. Além disso, em vários lugares, ainda podemos ver os troncos retorcidos da vegetação de cerrado, que havia na região do nosso município.
Tudo começou mudar na década de 1970. Começaram a chegar os migrantes: gente de todo canto do Brasil chegou para desmatar, plantar e colher; a floresta foi caindo, os bichos foram fugindo e a cidade aparecendo. É claro que em outras regiões do estado o processo de colonização foi diferente: em algumas começou antes e noutras isso se deu depois...
No caso de Rolim de Moura esse processo foi feito, principalmente por gente que veio do sul-sudeste. Muitos agricultores, sem terra no Paraná, acreditaram na propaganda da terra farta, fértil e facilmente acessível no coração de Rondônia. Um dos órgãos que faziam propaganda para atrair mais gente era o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). O fato é que o governo militar inventou Rondônia e o INCRA divulgou a notícia.
O INCRA distribuiu as terras e as pessoas vieram com suas foices e machados; com motosserras e serrarias. Cortando, derrubando e construindo... foi assim que em pouco tempo a paisagem estava mudada. A floresta transformada em vila, com muita gente e mais gente chegando. E a vila virou cidade
Mas as coisas não eram fáceis, naqueles primeiros tempos. Sem estradas, sem recursos, sem dinheiro. Mesmo assim a cidade se fez, graças aos braços fortes e esperançosos dos migrantes que acreditaram numa promessa. A partir de 1975, quando foi criada a Extensão Rolim de Moura, do PIC-GY-Paraná, muita coisa se fez e os migrantes foram muito além da promessa. Tanto que em 1983 o que antes fora a vila de Rolim de Moura virou município que vem se desenvolvendo dia-a-dia.
Hoje pouco sabemos sobre quem foram os pioneiros, mas o que sabemos é que foram muitos. São os anônimos construtores da nossa história, os colonos, que em poucos anos construíram Rolim de Moura, no coração de Rondônia.
Neri de Paula Carneiro
Nenhum comentário:
Postar um comentário